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Workshop REDD+ Amazônia

Por: Rosa Dalva - 28/03/2017 - 15:43

Foto: Sem Autor da Midia

Nos dias 13 e 18 de março de 2017 ocorreu o whorkshop REDD+ Amazônia, promovido pelo IMAFLORA e a empresa HDOM, na Estação Experimental de Silvicultura Tropical do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) conhecida como ZF2, localizada há 50 Km de Manaus. Em um ambiente de imersão, pela ausência de conexões virtuais e sinal de celular e um público diversificado: representantes de empresas que comercializam créditos, de empresas que compram créditos, de governos, de ONG´s e de universidades, propiciando um diálogo focado nos desafios do Mercado Voluntário de Carbono.

Na oportunidade a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA/AP) com o apoio Conservação Internacional do Brasil (CI) esteve presente no Workshop com a analista de Meio Ambiente Mariane Nardi, com o objetivo de desenvolver conhecimentos sobre esse mercado e entender como os projetos desse âmbito podem se inserir dentro da política de Clima do Estado. O ponto focal da CI no Amapá, Josinei Garcia também participou devido a parceria da ONG com o estado no desenvolvimento do Sistema Jurisdicional do Estado.

    O workshop trouxe o contexto internacional, nacional e local do mecanismo de REDD+. Os diálogos foram intermediados por especialistas da área jurídica, florestal, social, empreendedores do mercado de carbono e empresas que neutralizam suas emissões. E abordou as principais metodologias necessárias para gerar créditos de carbono para esse mercado, que são as do VCS (Verified Carbon Standard) e que fazem ligação com as do CCB standard (The Climate, Community and Biodiversity Standards).

    Também foram apresentados estudos de casos em empresas e comunidades, além das saídas de campo para demonstrar a metodologia de estudos de biomassa, através do método destrutivo desenvolvido pelo grupo de pesquisa do INPA e sobre inventário florestais.

   Entre os debates, o principal ponto colocado é que esses projetos devem impactar na regulação do clima. Entretanto o investimento para o projeto de REDD+ é muito alto, algo em torno de R$1 milhão, devido as demandas de estudos, tais como: dos estoques de carbono, confecção da linha de base, estudos de biodiversidade, estudos sociais, estudos de viabilidade e de riscos, entre outros. Além do monitoramento que ocorre durante todo o projeto.

   Ficou evidente que para se ter projetos de REDD+ no Mercado Voluntário é necessário ter pressão de desmatamento alta para gerar créditos suficiente para viabilizar o projeto. Florestas que tendem a se manter conservada não entram em principio nesses projetos. Esse pode ser o contra-ponto com os sistemas jurisdicionais de REDD+ que podem levar em conta, além do desmatamento (fluxo) a conservação florestal (estoque).

   Dentro dos Sistemas Jurisdicionais de REDD+ nos estados é importante que esses projetos sejam levados em conta, inseridos no sistema, fiscalizados, regulados e incentivados se demonstrarem a performance que prometem sendo uma alternativa ao desmatamento se trabalhados todos os aspectos da sustentabilidade, viabilizando uma economia verde.


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